Demanda por cirurgia plástica migra para o mercado de tratamentos estéticos

Demanda por cirurgia plástica migra para o mercado de tratamentos estéticos

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Quantidade de cirurgias plásticas realizadas no Brasil entra em queda e país perde a liderança mundial em número de procedimentos realizados

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O mercado de procedimentos estéticos segue aquecido, praticamente alheio à crise econômica que tem impactado quase todos os setores econômicos brasileiros e deve levar a uma contração que pode chegar a 2% do PIB neste ano. A surpreendente alta na demanda por tratamentos menos invasivos e financeiramente mais acessíveis nas redes de estética ocorre no mesmo momento em que o Brasil acaba de perder a liderança mundial em número de cirurgias plásticas realizadas.


 

Luiz Perez, diretor de Marketing e Novos Negócios da Pró-Corpo Estética Avançada, rede que registrou 36% de crescimento no primeiro semestre de 2015, explica esse movimento: “O que se nota é uma migração da demanda de procedimentos cirúrgicos, que são mais complexos e caros, para o mercado de estética, que tem oferecido tratamentos seguros, acessíveis e cada vez mais eficazes. A classe média brasileira passou a ter acesso aos serviços estéticos e, com isso, pôde comprovar que cuidar de si mesmo traz ganhos de autoestima e confiança. A vontade de cuidar da saúde e da beleza vai continuar em alta por um bom tempo”.

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O crescimento da procura pelos serviços das clínicas de estética contrasta com a retração do desempenho de cirurgias plásticas. Os procedimentos para aumento de mama (prótese de silicone) e lipoaspiração registraram queda de 41 mil e 10 mil intervenções, respectivamente, em 2014, em comparação ao ano anterior. No total, foram feitas 1,34 milhão de cirurgias no ano passado – 148 mil a menos em relação a 2013, segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética.

“Além da migração da demanda de cirurgias plásticas para o segmento de estética, há outros movimentos relevantes que têm favorecido nosso setor nos últimos anos, como a ascensão da classe C, que passou a ter acesso a tratamentos estéticos de qualidade e não pensa em abrir mão disso. Além disso, em virtude da crise, as classes A e B têm optado por tratamentos estéticos mais acessíveis. Ou seja, o mercado de estética vive um momento positivo, com um grande aumento do público consumidor em potencial”, explica Perez.

A empresa, que no ano passado faturou R$ 60 milhões, já registrou aumento de 36% nas vendas no primeiro semestre deste ano – justamente o período que costuma ser menos movimentado, em virtude da aproximação do inverno. Os tratamentos mais buscados na Unidade Paulista foram: Lipocavitação (alta de 72%), Botox (52%) e Preenchimento (50%).

fonte: negocioestetica.com.